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LANÇAMENTOS!!

 
 
 
  
 
 
Modelo 40
Panô
"Mulher de Trança"
Tam.: 1,00x0,60
Ponto: Lançado
 
 
 
Modelo 41
Panô
"Tucanos"
Tam.: 1,40x,0,95
Ponto: Agulha Mágica
 
  
 
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A TAPEÇARIA E A TERAPIA - Parte II

 
 

 
          
 
  A TAPEÇARIA E A TERAPIA
- Parte II - 
    
À Procura de Harmonia, Flexibilidade, Disciplina e Criatividade
 
 
A execução de pontos de tapeçaria, por si só desenvolve a flexibilidade e a disciplina.
 
A escolha da mesma determinará sua criatividade e a combinação dos elementos: tela, ponto, fio e cor desenvolverá seu senso harmônico.
 
Para se iniciar uma tapeçaria há que se adequar ao tecido base da mesma seja juta, talagarça ou outro qualquer , não só com o objetivo do trabalho, por exemplo, não se pode fazer um tapete de chão com uma talagarça muito fina, como também  com o fio a ser usado lã, barbante ou seda  e a sua sensibilidade e prazer ao manuseio.
 
O tipo de fio escolhido vai se relacionar com a sua forma de expressão. Se você é expansiva vai preferir o barbante cru ou lãs menos felpudas .  Se é introvertida sua tendência será a escolha de lãs felpudas e que parecem desfiar.
 
Procure aprender todos os pontos e perceber o que vai se aperfeiçoando em você.  Torne-se uma observadora de si mesma.
 
Se quiser experimentar a influência das emoções na escolha das cores e na textura dos pontos, relacionar, a título de pesquisa pela experiência, as  suas emoções, pegue uma talagarça e vá desenvolvendo-a em diversos estados de ânimo. Anote o que estiver sentindo e a parte do trabalho realizado naquele estado para poder avaliar depois. É realmente  impressionante a relação entre os dois.
 
 
A tapeçaria permite todas as emoções. Quando se trabalha com diversas técnicas em uma só tapeçaria e a cada estado emocional trabalha-se uma parte dela. É bom analisar o resultado e observar que, em muitos casos quando se está eufórica , contente, geralmente emprega-se pontos largos, cores vivas e ao contrário, quando preocupada, a tendência é partir para pontos miúdos , cores escuras.
 
Mesmo sem se dar conta no momento do estado emocional em que nos encontramos , a tapeçaria serve de alerta.
 
Assim, o seu temperamento e suas emoções vão determinar a escolha das cores de seu trabalho. Considere quais as emoções são mais adequadas para o objetivo a ser trabalhado e a partir daí faça a composição das cores de sua tapeçaria.
 
Deixe seu espírito livre e trabalhe. Você estará se remodelando, se analisando, se educando e, ainda, o que é melhor, se conhecendo e evoluindo progressivamente no espírito, na personalidade, melhorando sua qualidade de vida.
 
Analogias interessantes entre a tapeçaria e a vida:
 
 Tela - o campo onde realizamos nossas obras;
 
  Agulha - o meio de  realizar o objetivo: o homem e seu caminho;
 
  Motivo - o objetivo a ser alcançado;
 
  Fios - recursos para realizar cada obra;
 
  Pontos - ação do homem em relação aos seus objetivos;
 
  Escolha do ponto - escolha das atitudes a serem tomadas;
 
  Cores - emoções com as quais o homem se coloca para cada empreitada;
 
  Tempo de Execução - tempo de execução do objetivo;
 
  Acabamento - avaliação do resultado final do trabalho;
 
  Apreciação da obra - sucesso do objetivo;
 
  Finalidade da obra - direcionamento do objetivo;
 
  Emprego da obra - integração do objetivo com o propósito de vida.
 
A seguir, para finalizar, darei uma tabela de equivalência de cores com estado emocional:
 
 Vermelho - paixão, raiva, irritabilidade;
 
  Laranja - fome, ansiedade, desejo de realizar projetos;
 
  Amarelo - alegria, euforia, desejo de liberdade, humor;
 
  Rosa Escuro - romantismo, desejos não revelados;
 
  Rosa Claro - amorosidade direcionada, carência afetiva, infantilidade;
 
  Azul Marinho - culpa, indecisão;
 
  Azul Royal - festividade, jovialidade;
 
  Azul Celeste - paz, espiritualidade, calma, tranqüilidade;
 
  Verde Escuro - mal estar físico, arrependimento, indecisão;
 
  Verde Médio - pragmatismo, organização, disposição;
 
  Verde Claro - pureza, desejo de liberdade;
 
  Tons Pastéis - inspiração, plenitude;
 
  Marrom - ressentimento, introspecção, medo;
 
  Violeta - processo de espiritualização, meditação, entendimento, telepatia.
 
 
 
 
 
                                                                                   Art by Luz & Esperança 
  
 
 
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A TAPEÇARIA E A TERAPIA - Parte I

 

 
          
 
  A TAPEÇARIA E A TERAPIA
- Parte I - 
   
 
A Tapeçaria como Terapia Educativa e Ocupacional
 
A tapeçaria tem sido usada como terapia tanto ocupacional como educacional com bastante sucesso no cumprimento de seus objetivos.  Como técnica terapêutica ocupacional, tem como objetivo principal controlar o sistema nervoso, evitar o stress e aumentar a concentração, a disciplina e a determinação.
 
A vida cotidiana estressante principalmente nas grandes cidades, é uma fonte natural de problemas, insegurança, ansiedade e angústia. O corre-corre em nada ajuda no equilíbrio necessário para enfrentar os tempos modernos.
 
Tanto a tapeçaria feita através do tear como através de agulha, possibilitam alcançar os objetivos da terapia ocupacional.
 
 
Um tempo reservado para você, no qual você elabora um trabalho, exercitando sua criatividade, trabalhando com suas mãos, relaxa , retira as tensões de seu corpo e sua mente. Enquanto trabalha, as idéias se ordenam, ajudando a programar melhor o seu tempo.
 
Pessoas com dificuldade de concentração ou dificuldade em trabalhar com as mãos, encontram na tapeçaria um meio eficaz e compensador de se disciplinar, de se concentrar.
 
Mas a tapeçaria vai bem além da terapia ocupacional, sendo perfeita na formação de novos valores que permitem melhor adaptação à vida cotidiana, melhorando a qualidade do dia-a-dia, tornando-se terapia educacional.
 
 
 
A Tapeçaria de Agulha e sua Aplicação Terapêutica Educacional
 
A aplicação terapêutica da tapeçaria envolve técnicas que proporcionam, além de bem estar, análises de comportamento que levam ao auto-conhecimento.
 
Existem analogias muito interessantes entre a tapeçaria e a vida. Decisões a serem tomadas refletem tanto numa como noutra.
 
A escolha do tecido base da tapeçaria de agulha (talagarça, juta) conforme sua preferência de manuseio é, analogamente, a escolha de seu campo de vida (lugar onde mora, bairro, cidade). Para fazer um trabalho satisfatório você tem que aceitar e sentir-se bem no seu meio ambiente. Se você não aceita o seu campo de atuação, o resultado de seu trabalho não será gratificante.
 
Elimine a incoerência em suas escolhas. Ela só gera fracassos.
 
A partir da base do seu trabalho, escolha agora a técnica que quer aplicar dentre as técnicas adequadas.  É necessário congruência e adequação das técnicas existentes, com a base de tecido e suas aptidões e gosto.  Como na vida, a congruência é o ponto de partida para todos os passos.
 
Avalie as técnicas existentes e avalie-se. Respeite-se .
 
De nada adianta escolher um ponto mínimo como o gobelin, se você não tem muita habilidade com movimentos finos. Como na vida, de nada adianta você escolher ser médica se detesta sangue e doenças, ou ser matemática se detesta números.
 
Escolha também a ferramenta adequada para a técnica. Nada de escolher técnicas que exigem agulhas especiais se você não tem possibilidade de adquiri-las. Seria como trabalhar numa multinacional sem saber falar outro idioma.
 
Enfim, escolha um trabalho com a base, a técnica e a ferramenta que se adapte a você, em condições reais, com o qual você se realiza e se aperfeiçoa, respeitando seus limites.
 
Escolha agora o objetivo desse trabalho: Fazer um tapete para sua sala, seu quarto, presentear um parente, decorar a cozinha, bordar para vender... Cada objetivo reflete um motivo seja de realização pessoal (ex. decorar o quarto) ou prosperidade no trabalho (fazer para vender).
 
Faça uma lista de objetivos de vida em ordem de importância e defina o motivo de seu trabalho de acordo com seu objetivo de vida mais importante no momento.
 
Faça suas opções de acordo com o possível, do realizável, pois nada melhor para gerar frustração e fracassos do que um trabalho inacabado.  Evite sempre esse comportamento frente à sua criação e à sua vida.
 
Aceite desafios, aprenda a usar a sua criatividade. Peça conselhos quando necessário e aprenda sempre mais. Numa dificuldade, peça ajuda a quem já realizou esse tipo de trabalho, mas deixe para você todas as decisões e responsabilidades.
 
A vida como a tapeçaria, são responsabilidades exclusivamente suas.
 
 
 
Pontos de Tapeçaria
 
Os pontos empregados em tapeçaria de agulha são inúmeros, e de diversos graus de dificuldade e empregos diferentes. A sua escolha deve levar em conta sua habilidade e o objetivo do trabalho.
 
Arraiolo, gobelin, meio ponto, esmirna, rosinha, cruz dupla etc.. - podem ser específicos para o objetivo do trabalho e devem ser feitos em bases próprias para cada ponto.
 
A escolha dos fios a serem tecidos, sejam linhas, lãs ou barbantes e ainda das cores a serem utilizadas no trabalho, expressará sua personalidade, seu temperamento e suas emoções.
 
Por exemplo: lãs mais felpudas são usadas por introvertidos e barbantes por mais práticos. Cores como o vermelho, demonstram paixão, inquietação enquanto o azul, revela espiritualidade, calma.
 
Voltaremos depois aos pontos, fios e cores.
 
Avalie agora todos os seus passos. É possível que você perceba que o motivo do trabalho não é prioritário, ou a talagarça escolhida não é adequada ao objetivo do trabalho ou a você, o ponto a ser usado foi escolhido por terceiros.
 
Veja o que VOCÊ decidiu até agora e seja flexível se necessário.
 
Mude o que não estiver de acordo com você. Analogamente à adequação do trabalho de tapeçaria está a adequação dos objetivos em sua vida. Se você conseguir saber exatamente o que deseja, quais as suas prioridades, pode adequar seus passos, seus recursos e todos os detalhes necessários para alcançar seus objetivos.
 
Faça mudanças se for preciso. Reestruture seu trabalho. Reestruture sua vida.
 
Faça todo o necessário para tornar seu trabalho e sua vida possíveis e satisfatórios de realizar e de ser bem vivida.
 
   
 
 
                                                                                     Art by Luz & Esperança      

História da Tapeçaria nos Tempos Antigos- Parte III

 
 

 
          
 
 A Tecelagem
- Parte III - 
   
O Tear no Mundo
 
Apesar de todas as transformações sofridas pela tecelagem desde a idade da Pedra, ela sempre foi útil e agente de equilíbrio aos povos da Terra.
 
Alguns povos continuam a utilizar o tear da forma primitiva sem alteração desde a antiguidade. Para eles o tear tradicional continua a ser uma necessidade.
 
Entretanto, outros povos alteraram e muito a sua maneira de viver através dos séculos e, para eles o tear manual transformou-se num meio de aproximação a uma vida mais natural e menos estressante.
 
No Oriente
 
O que deu fama ao Oriente no passado é hoje a sua especialidade - A tecelagem.
 
A China continua a ser a maior produtora de seda do mundo e com a industrialização passou também a ocupar o primeiro plano na fabricação de tecidos de algodão. Porém, já não utilizam mais os teares tradicionais.
 
O mesmo não aconteceu no Japão, onde as tradições são mais arraigadas. Lá, ainda se pode encontrar teares de madeira com pentes muito finos para a tecer a seda ou o xantungue apesar do grande desenvolvimento econômico do país.
 
Na Índia e regiões menos desenvolvidas do Extremo Oriente, ainda se utiliza muito o tear artesanal muito antigo para tecer a lã e o algodão. Na Tailândia e Filipinas os teares tiveram grande impulso com a vinda em massa de turistas.
 
O Oriente Médio, Turquia e Irã, famosos por seus tapetes tornaram-se também famosos por seus tecelões que fiam sua própria lã. Esses países utilizam também a lã em suas cores naturais, sem tingir.
 
Os países árabes continuam a ser os mestres na arte de fiar com rocas e tingir com tintas naturais os fios empregados em seus tapetes.
 
Na América
 
A tecelagem na América é muito antiga e possui essa tradição desde muito antes da chegada dos colonizadores.
 
Tanto os índios da América do Norte como os Navajos, Sioux etc. como os Astecas e Maias da América Central ou os Incas e outras tribos andinas da América do Sul utilizavam a tecelagem e faziam tecidos belíssimos.
  
Na América Latina a tradição manteve-se e os Peruanos, Bolivianos e Equatorianos nunca abandonaram os seus teares.
 
No México e Guatemala, os panos tecidos são lindíssimos e em certas aldeias fazem casacos, tapetes e agasalhos que são suas única fonte de renda.
 

Na América do Sul o tear conheceu um novo desenvolvimento a partir dos anos 70 com a chegada do turismo e a paixão dos europeus por produtos exóticos, mas nunca tinham abandonado a tecelagem e hoje seus produtos são conhecidos e valorizados em todo o mundo.

 
Nos Estados Unidos e Canadá, o tear não teve a mesma sorte, e quase se perdeu por completo com o quase extermínio dos índios nativos. Mas, hoje com a ajuda de antropólogos americanos, a cultura índia vai sendo pouco a pouco recuperada e em algumas reservas indígenas é possível comprar mantas e quadros com desenhos típicos dos índios.
 
 
Os índios americanos desenvolveram muito o tear artesanal e as mulheres índias teciam mantas e tapetes em teares verticais muito parecidos com os teares verticais utilizados no Oriente Médio para a fabricação de tapetes.
 
Mas, além do tear índio, existe uma tradição na América da utilização do tear artesanal, com as mesmas características do tear europeu, como meio de lazer e de criação artística.
 
Na Europa
 
A Europa destaca-se pela grande variedade de tecidos e maneiras de tecê-los.
 
Os países do leste europeu fazem trabalhos parecidos com os da América do Sul: muitas cores e pouca variedade de pontos. Utilizam a lã e teares bastante rústicos.
 
No sul da Europa, Grécia, Portugal, Espanha, Itália e sul da França, utilizam teares de baixo liço e pedais trabalhando o linho, o algodão e a lã em sua forma mais fina.
  
Embora nesses países a tecelagem se encontre muito industrializada, ainda se encontram teares artesanais e tecelões muito competentes que executam seus trabalhos neles.
 
Esses tecelões dão cursos em suas oficinas e, cada vez mais, se encontram nas lojas e feiras locais tecidos feitos à mão nessas oficinas pelos tecelões e seus discípulos.
 
Entretanto é no Norte da Europa que o tear artesanal se destaca até hoje.
 
Na Inglaterra, Alemanha, Suécia, Noruega, Finlândia e Dinamarca o tear faz parte da vida desses povos.
 
Em quase toda casa existe um tear. Com a madeira que dispõe os noruegueses e suecos constroem teares fortes, práticos e bonitos onde tecem os famosos tapetes rya e os tecidos de dupla face. São os artistas do tear.
 
Não podemos deixar de destacar o belíssimo trabalho de tecelagem em seda feita nas Ilhas Canárias.
 
 

Na Espanha, apesar de diminuída, a tecelagem nunca acabou por completo e manteve-se bem viva nas Canárias, principalmente na ilha das Palmas. Existia no século XVIII quase que um tear por casa nessas ilhas e apesar da industrialização resistiu até os dias de hoje.

Na América Latina a tradição manteve-se e os Peruanos, Bolivianos e Equatorianos nunca abandonaram os seus teares.
 
No México e Guatemala, os panos tecidos são lindíssimos e em certas aldeias fazem casacos, tapetes e agasalhos que são suas única fonte de renda.