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A Tecelagem 
- Parte III -
O Tear no Mundo
Apesar de todas as transformações sofridas pela tecelagem desde a idade da Pedra, ela sempre foi útil e agente de equilíbrio aos povos da Terra.
Alguns povos continuam a utilizar o tear da forma primitiva sem alteração desde a antiguidade. Para eles o tear tradicional continua a ser uma necessidade.
Entretanto, outros povos alteraram e muito a sua maneira de viver através dos séculos e, para eles o tear manual transformou-se num meio de aproximação a uma vida mais natural e menos estressante.
No Oriente
O que deu fama ao Oriente no passado é hoje a sua especialidade - A tecelagem.
A China continua a ser a maior produtora de seda do mundo e com a industrialização passou também a ocupar o primeiro plano na fabricação de tecidos de algodão. Porém, já não utilizam mais os teares tradicionais.
O mesmo não aconteceu no Japão, onde as tradições são mais arraigadas. Lá, ainda se pode encontrar teares de madeira com pentes muito finos para a tecer a seda ou o xantungue apesar do grande desenvolvimento econômico do país.
Na Índia e regiões menos desenvolvidas do Extremo Oriente, ainda se utiliza muito o tear artesanal muito antigo para tecer a lã e o algodão. Na Tailândia e Filipinas os teares tiveram grande impulso com a vinda em massa de turistas.
O Oriente Médio, Turquia e Irã, famosos por seus tapetes tornaram-se também famosos por seus tecelões que fiam sua própria lã. Esses países utilizam também a lã em suas cores naturais, sem tingir.
Os países árabes continuam a ser os mestres na arte de fiar com rocas e tingir com tintas naturais os fios empregados em seus tapetes.
Na América
A tecelagem na América é muito antiga e possui essa tradição desde muito antes da chegada dos colonizadores.
Tanto os índios da América do Norte como os Navajos, Sioux etc. como os Astecas e Maias da América Central ou os Incas e outras tribos andinas da América do Sul utilizavam a tecelagem e faziam tecidos belíssimos.
Na América Latina a tradição manteve-se e os Peruanos, Bolivianos e Equatorianos nunca abandonaram os seus teares.
No México e Guatemala, os panos tecidos são lindíssimos e em certas aldeias fazem casacos, tapetes e agasalhos que são suas única fonte de renda.
Na América do Sul o tear conheceu um novo desenvolvimento a partir dos anos 70 com a chegada do turismo e a paixão dos europeus por produtos exóticos, mas nunca tinham abandonado a tecelagem e hoje seus produtos são conhecidos e valorizados em todo o mundo.
Nos Estados Unidos e Canadá, o tear não teve a mesma sorte, e quase se perdeu por completo com o quase extermínio dos índios nativos. Mas, hoje com a ajuda de antropólogos americanos, a cultura índia vai sendo pouco a pouco recuperada e em algumas reservas indígenas é possível comprar mantas e quadros com desenhos típicos dos índios.
Os índios americanos desenvolveram muito o tear artesanal e as mulheres índias teciam mantas e tapetes em teares verticais muito parecidos com os teares verticais utilizados no Oriente Médio para a fabricação de tapetes.
Mas, além do tear índio, existe uma tradição na América da utilização do tear artesanal, com as mesmas características do tear europeu, como meio de lazer e de criação artística.
Na Europa
A Europa destaca-se pela grande variedade de tecidos e maneiras de tecê-los.
Os países do leste europeu fazem trabalhos parecidos com os da América do Sul: muitas cores e pouca variedade de pontos. Utilizam a lã e teares bastante rústicos.
No sul da Europa, Grécia, Portugal, Espanha, Itália e sul da França, utilizam teares de baixo liço e pedais trabalhando o linho, o algodão e a lã em sua forma mais fina.
Embora nesses países a tecelagem se encontre muito industrializada, ainda se encontram teares artesanais e tecelões muito competentes que executam seus trabalhos neles.
Esses tecelões dão cursos em suas oficinas e, cada vez mais, se encontram nas lojas e feiras locais tecidos feitos à mão nessas oficinas pelos tecelões e seus discípulos.
Entretanto é no Norte da Europa que o tear artesanal se destaca até hoje.
Na Inglaterra, Alemanha, Suécia, Noruega, Finlândia e Dinamarca o tear faz parte da vida desses povos.
Em quase toda casa existe um tear. Com a madeira que dispõe os noruegueses e suecos constroem teares fortes, práticos e bonitos onde tecem os famosos tapetes rya e os tecidos de dupla face. São os artistas do tear.
Não podemos deixar de destacar o belíssimo trabalho de tecelagem em seda feita nas Ilhas Canárias.
Na Espanha, apesar de diminuída, a tecelagem nunca acabou por completo e manteve-se bem viva nas Canárias, principalmente na ilha das Palmas. Existia no século XVIII quase que um tear por casa nessas ilhas e apesar da industrialização resistiu até os dias de hoje.
Na América Latina a tradição manteve-se e os Peruanos, Bolivianos e Equatorianos nunca abandonaram os seus teares.
No México e Guatemala, os panos tecidos são lindíssimos e em certas aldeias fazem casacos, tapetes e agasalhos que são suas única fonte de renda.
Na América do Sul o tear conheceu um novo desenvolvimento a partir dos anos 70 com a chegada do turismo e a paixão dos europeus por produtos exóticos, mas nunca tinham abandonado a tecelagem e hoje seus produtos são conhecidos e valorizados em todo o mundo.
Nos Estados Unidos e Canadá, o tear não teve a mesma sorte, e quase se perdeu por completo com o quase extermínio dos índios nativos. Mas, hoje com a ajuda de antropólogos americanos, a cultura índia vai sendo pouco a pouco recuperada e em algumas reservas indígenas é possível comprar mantas e quadros com desenhos típicos dos índios.
Os índios americanos desenvolveram muito o tear artesanal e as mulheres índias teciam mantas e tapetes em teares verticais muito parecidos com os teares verticais utilizados no Oriente Médio para a fabricação de tapetes.
Mas, além do tear índio, existe uma tradição na América da utilização do tear artesanal, com as mesmas características do tear europeu, como meio de lazer e de criação artística.
Na Europa
A Europa destaca-se pela grande variedade de tecidos e maneiras de tecê-los.
Os países do leste europeu fazem trabalhos parecidos com os da América do Sul: muitas cores e pouca variedade de pontos. Utilizam a lã e teares bastante rústicos.
No sul da Europa, Grécia, Portugal, Espanha, Itália e sul da França, utilizam teares de baixo liço e pedais trabalhando o linho, o algodão e a lã em sua forma mais fina.
Embora nesses países a tecelagem se encontre muito industrializada, ainda se encontram teares artesanais e tecelões muito competentes que executam seus trabalhos neles.
Esses tecelões dão cursos em suas oficinas e, cada vez mais, se encontram nas lojas e feiras locais tecidos feitos à mão nessas oficinas pelos tecelões e seus discípulos.
Entretanto é no Norte da Europa que o tear artesanal se destaca até hoje.
Na Inglaterra, Alemanha, Suécia, Noruega, Finlândia e Dinamarca o tear faz parte da vida desses povos.
Em quase toda casa existe um tear. Com a madeira que dispõe os noruegueses e suecos constroem teares fortes, práticos e bonitos onde tecem os famosos tapetes rya e os tecidos de dupla face. São os artistas do tear.
Não podemos deixar de destacar o belíssimo trabalho de tecelagem em seda feita nas Ilhas Canárias.
Na Espanha, apesar de diminuída, a tecelagem nunca acabou por completo e manteve-se bem viva nas Canárias, principalmente na ilha das Palmas. Existia no século XVIII quase que um tear por casa nessas ilhas e apesar da industrialização resistiu até os dias de hoje.
Uma oficina tradicional em Tenerife que passa de geração a geração seus conhecimentos do cultivo e utilização da seda em tecidos maravilhosos.
Ali, tudo se faz como antigamente:- desde a criação do bicho da seda, da extração da seda dos casulos, da limpeza, do clareamento ou tingimento dos fios de seda com tintas naturais e da feitura de fios fortes para a urdidura e mais finos para a trama, até o trabalho de tecer esses fios em teares artesanais, produzindo trabalhos maravilhosos, executados na perfeição e que transportam para os dias de hoje a magia e a beleza do artesanato de antigamente.
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